Uma entrevista da banda para um blog do portal R7, confira na íntegra!

Sei que não é novidade, mas poucas vezes tinha parado para prestar atenção devida em uma banda folk metal ou pagan metal. Até chegar um email de lançamento do Dark Inquisition, quando soube que além de brasileiros já estão há década e meia em atividade. E não é que é legal o som dos caras?
Tirei uma dúvidas e matei umas curiosidades com o vocalista da banda.

Não é algo usual ter banda de metal brasileiro com influência folk ou celta ou, conforme o gênero de vcs, de música pagã. De onde surgiu essa combinação?
Daniel Malkafly –
A banda começou em 2000 tocando rock “pesado” e do nada estávamos fazendo covers de Sepultura. De tanto ouvir bandas europeias inspiradas em temas celtas e vikings, acabamos arriscando misturar Sepultura com flautas em meados de 2003, e de lá pra cá não paramos. Mas mesmo nessa época já tinham algumas bandas brasileiras, da qual destaco Tuatha de Dannan, por exemplo, que já tocava Celtic Metal (para nós sempre foi inspiração). Mas a questão é que gostávamos muito de bandas que tocavam sobre culturas muito diferentes, e não me senti na época preparado para abraçar uma só, então decidimos fazer algo focado no tema medieval no geral, abrindo nosso leque. Hoje, no Brasil, temos bandas com temas puristas de Folk que vão do Viking ao Celta e até Tupi-Guarani, nós escolhemos tocar um pouco disso tudo porque somos fãs de todas estas bandas.

Todos os integrantes têm a mesma afinidade com os gêneros ou algum/ns é/são mais purista/s?
DM –
Nunca fomos muito puristas, esse é nosso principal ingrediente. Eu gosto muito de rock no geral, metal extremo e música clássica (principalmente barroca), os guitarristas gostam de rock nacional, metal melódico, progressivo. O baterista divide paixão entre Dio e Krisiun, já o baixista é um fanático pelo estilo do folk, viking, celtic e afins, além de ouvir e tocar muito bem black metal. Toda essa salada musical é o que mais influencia na criação de uma música que flui muito mais livre.

Qual é a expectativa de vcs ao optar por esse gênero? Formar base fora do país ou introduzir um conceito diferente ao que estamos acostumados no Brasil sobre metal com ritmos tradicionais (Roots etc)?
DM –
A principal motivação era unir tudo que gostamos, usando um foco principal que era medievalismo, indiferente da bandeira. E, como toda banda, queremos alcançar mercados cada vez maiores e levar nossas músicas a palcos cada vez mais longe, e isso, só no Brasil já é um trabalho e tanto, muito chão ainda até sair do País. Não achamos que estamos criando com um novo conceito musical, mas tocar “Folk Metal” que não está enraizado em uma cultura específica não é muito comum, e apostamos neste diferencial para abrir novos caminhos dentro dos já conhecidos estilos de metal.

Daniel Malkafly
Sobre Daniel Malkafly

Vocal e flauta do Dark Inquisition